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O que é: SPA – Single Page Application e REST/RESTFul

SPASPA – Single Page Application é uma novo modelo de desenvolvimento de aplicações Web e mobile que vem ganhando destaque em grandes empresas como Microsoft, Google, Twitter, Facebook, etc.

SPA basicamente significa codificar menos no server-side e mais no client-side. Ou seja, a aplicação estará contida toda ou quase toda no cliente (dentro do navegador Web). É praticamente uma aplicação Desktop rodando sob o navegador.

Vantagem:

1 – balanceamento da responsabilidade da execução entre cliente e servidor (agora não é só mais responsabilidade do servidor);
2 – menos código do servidor, e mais responsabilidade no cliente;
3 – melhorar a experiência ao usuário (UX) criando interface com usabilidade moderna e de fácil entendimento do usuário;
4 – menor consumo de banda, pois as cargas de dados são feitas por demanda e por AJAX.

O grande ator de app SPA é o código Javascript executado no cliente. Toda a aplicação pode ser construída simplesmente manipulando o DOM – Document Object Model de forma nativa, ou com o uso de bibliotecas e frameworks Javascript que auxiliam na construção da aplicação. Estas bibliotecas e frameworks fornecem recursos para manipulação dinâmica do DOM, definição de templates de tela, chamadas assincronas ao servidor, organização do código Javascript, etc. Dentres as diversas bibliotecas JS que surgem a todo momento, as mais difundidas na comunidade de progamadores estão: BACKBONE, EMBER, ANGULARJS e KNOCKOUT.

No lado servidor, temos a execução das linguagens tradicionais como PHP, ASP.NET, JSP, etc, trabalhando também de forma tradicional, servindo arquivos, acessando a banco de dados, tratando as regras de negócios que não podem estar no código JS por questões de segurança. E é neste lado (servidor) que podemos utilizar a arquitetura REST – Representational State Transfer para fornecer serviços do servidor para nossa aplicação SPA. É comum encontrar aplicação SPA utilizando serviços RESTFul. Uma aplicação no servidor que utiliza a arquitetura REST para servir serviços, então é chamada de RESTFul.

Ao construir uma aplicação utilizando a arquitetura REST, o protocolo HTTP é usado em sua essência, utilizando os verbos (ou métodos de requisição ao servidor): GET, POST, PUT e DELETE (estes são os mais comuns), e cada um deles indica uma determinada ação a ser executada em um recurso específico do servidor.

  • GET: Está requisitando ao serviço um determinado recurso, por exemplo, uma listagem de dados;
  • POST: Indica ao serviço que a ele deve receber o recurso que está sendo enviado e adicionar em algum repositório;
  • PUT: Indica que ao serviço que o recurso que está sendo enviado deve ser alterado se ele já existir, ou ainda, pode ser adicionado caso ele ainda não exista;
  • DELETE: Indica que o serviço deve excluir o recurso.

Pensando em banco de dados, temos o seguinte entendimento:

  • GET: Recupera dados [select];
  • POST: Realiza a inserção de dados [insert];
  • PUT: Realiza a alteração de dados [update];
  • DELETE: Realiza a exclusão de dados [delete].

AngularJS – Requisições Assíncronas (AJAX)

pic_angularEste post foi construído com base na documentação oficial: https://docs.angularjs.org/api/ng/service/$http.

A comunicação entre cliente e servidor no AngularJS é gerenciada pelo serviço $http.

Os métodos disponíveis para realizar requisições são:

  • $http.get
  • $http.head
  • $http.post
  • $http.put
  • $http.delete
  • $http.jsonp
  • $http.patch

Por padrão, estes métodos estão configurados com o Content-Type “application/json;charset=UTF-8”.

Vamos a um simples exemplo que obtém uma cidade a partir de um UF selecionado.


var myApp = angular.module("myApp", []);

myApp.controller("carregaCidade", ['$scope','$http', function ($scope, $http) {

	$scope.uf = "";
	$scope.cidades = [];
	$scope.buscarCidades = function () {

		var params = "?UF=" + $scope.uf;
		var $http.req = get("BuscarCidades.aspx" + params , dados);

		req.success(function (retornoServidor, status) {
			$scope.cidades = retornoServidor;
		});

		req.error(function (retornoServidor, status) {

	   });
	};
}]);
<body ng-app="myApp">
    <div ng-controller="carregaCidade">

		<select id="ddlUf" name="uf" ng-model="uf" ng-change="buscarCidades()">
			<option selected="selected" value="">Selecione</option>
			<option value="SP">SP</option>
			<option value="AC">AC</option>
			<!--...-->
			<option value="TO">TO</option>
		</select>

		<select id="ddlCidades" name="ddlCidades">
			<option value="">selecione...</option>
			<option ng-repeat="cidade in cidades" value="{{cidade.Id}}">{{cidade.Nome}}</option>
		</select>
	
  </div>
</body>	

Os eventos success e error tratam o resultado da operação.

É possível usar diretamente o serviço $http fazendo toda a configuração manualmente.

var req = $http({
   method: "GET",
   url: "BuscarCidades.apsx" + params
});

req.success(function (data, status, headers, config, statusText) {
	$scope.cidades = data;
   
});

req.error(function (data, status, headers, config, statusText) {
	console.log(status);
});

Os exemplos acima utilizaram o método de envio GET, passando dados diretamente pela URL. Para usar o método POST também é simples, bastando organizar os dados para envio no formato JSON.

var dados = JSON.stringify({ UF: $scope.uf });
 
var req = $http({
	url: "BuscarCidades.aspx",
	data: dados,
	method: "POST",
	headers: "Content-Type: application/json;charset=UTF-8"

});

Ou

var req = $http.post("BuscarCidades.aspx", dados);

É claro, que pensando no conceito de aplicações que usam a arquitetura REST, este tipo de requisições (busca de dados) deve ser sempre GET.

Chamadas XMLHttpRequest (AJAX) enviando JSON para páginas aspx ou GenericHandler – Deserialização manual

json160 csharplogoOlá pessoal,

Realmente é muito simples realizar uma chamada XMLHttpRequest (AJAX) para um WebMethod ASP.NET. E mais fácil ainda é enviar dados no formato JSON para o WebMethod, pois por padrão o WebMethod deserealizada a string JSON conforme seus parâmetros.

Mas quando não temos um WebMethod para receber os dados no formato JSON e fazer todo o trabalho de sujo de deserialização? Por exemplo, ao fazer chamadas XMLHttpRequest para uma página ou um Generic Handler passando dados no formato JSON. Nesta situação é necessário realizar a deserialização dos dados manualmente, vamos a um exemplo.

Chamada XMLHttpRequest no lado cliente:

var request = $.ajax({
type: &quot;POST&quot;,
dataType: &quot;json&quot;,
url: &quot;/meusite/processa.ashx&quot;,
cache: false,
data: JSON.stringify({ p1: &quot;oi&quot;, p2: 1000, vet: [{ vp1: {vp2: &quot;xxxx&quot;}},2] })

});

request.done(function (r) {
console.log(r);
});

request.fail(function () {
alert(&quot;Não foi possível processar sua requisição.&quot;);
});

O código acima utiliza a biblioteca jQuery para encapsular o uso da biblioteca javascript XMLHttpResquest e enviar dados ao servidor. Em sua configuração, a propriedade “URL” indica um GenericHandler no servidor (processa.ashx), mas que também pode ser substituído por uma página aspx. E a propriedade “data” foi configurada com um objeto literal com propriedades simples e complexas, que antes de ser enviado ao servidor será transformando numa string JSON pelo método JSON.stringify.

No lado servidor (no GenericHandler ou no método page_load da página), a recepção dos dados fica assim:

JavaScriptSerializer jss = new JavaScriptSerializer();
string json = new StreamReader(context.Request.InputStream).ReadToEnd();

Dictionary&lt;string, object&gt; values = jss.Deserialize&lt;Dictionary&lt;string, object&gt;&gt;(json);

string p1 = values[&quot;p1&quot;].ToString();
int p2 = Convert.ToInt32(values[&quot;p2&quot;]);

var vet = (ArrayList)values[&quot;vet&quot;];
var vp1 = ((Dictionary&lt;string, object&gt;)vet[0])[&quot;vp1&quot;];
var vp2 = ((Dictionary&lt;string, object&gt;)vp1)[&quot;vp2&quot;];

No código de servidor acima, a propriedade InputStream do objeto Request representa o conteúdo do corpo de entrada de conteúdo HTTP vindo do cliente, portanto, representa a string JSON enviada pelo cliente.

O inputString é recuperado e deserializado em um objeto Dictionary (espécie de lista indexada por chaves). Cada propriedade da string JSON torna-se uma chave do dicionário, sendo facilmente acessada:

int p1 = values[&quot;p1&quot;].ToString();
int p2 = Convert.ToInt32(values[&quot;p2&quot;]);

E também podemos acessar estruturas JSON mais complexas, como é o caso da propriedade “vet”, que mantém um vetor, cujo seu índice 0 (zero) contém outro objeto JSON.

vet: [{ vp1: {vp2: &quot;xxxx&quot;}},2]

Após recuperação do vetor, foi necessário converte o objeto de índíce 0 (zero) em outro Dictionary, desta forma, as propriedades do objeto contido no índice 0 (zero) da propriedade “vet” são acessadas por chaves do Dictionary.

var vp1 = ((Dictionary&lt;string, object&gt;)vet[0])[&quot;vp1&quot;];
var vp2 = ((Dictionary&lt;string, object&gt;)vp1)[&quot;vp2&quot;];

E fim.

Gerando estruturas JSON em C# e ASP.NET

json160Dando continuidade ao post Introdução ao JSON – Javascript Object Notation, mostro agora como construir em C# as estruturas dos exemplos utilizados no post anterior.

No C# podemos criar objetos de tipo anônimos (anonymous types) para definir a estrutura e dados, e depois realizar a serialização para o formato JSON.

Vamos aos exemplos:

1 – Criando um objeto.

public static string retornaObjetoJSON()
{
    //{“nome” : “Bill”, “idade” : 32, “salario”: 121232.67}

    var obj = new { nome = "Bill", idade = 32, salario = 121232.67};

    JavaScriptSerializer js = new JavaScriptSerializer();
    string strJson = js.Serialize(obj);
    return strJson;
}

2 – Criando um array.

public static string retornaArrayJSON()
{
    //["Huguinho","Zezinho","Luizinho", 3]

    var objVet = new object[] { "Huguinho", "Zezinho", "Luizinho", 3 };

    JavaScriptSerializer js = new JavaScriptSerializer();
    string strJson = js.Serialize(objVet);
    return strJson;
}

3 – Criando um array de objetos.

public static string retornaVetorDeObjetoJSON()
{
    /*
        [{ "nome" : "Huguinho", "idade" : 10 },
        { "nome" : "Zezinho", "idade" : 12 },
        { "nome" : "Luizinho", "idade" : 10 }]
    */

    var objVet = new object[] { new { nome = "Huguinho", idade = 10 },
                                new { nome = "Zezinho", idade = 12 },
                                new { nome = "Luizinho", idade = 10 }};

    JavaScriptSerializer js = new JavaScriptSerializer();
    string strJson = js.Serialize(objVet);
    return strJson;
}

4 – Criando um objeto contendo um propriedade array de objetos.

public static string retornaObjetoComVetorJSON()
{
    /*
        {"tio" : "Pato Donald",
        "idade" : 40,
        "sobrinhos" :
                [{ "nome" : "Huguinho",     "idade" : 10 },
                { "nome" : "Zezinho", "idade" : 12 },
                { "nome" : "Luizinho", "idade" : 10 }]
        }
    */

    var obj = new {tio = "Pato Donald",
                    idade = 40,
                    sobrinhos = new object[] { new { nome = "Huguinho", idade = 10 },
                                                new { nome = "Zezinho", idade = 12 },
                                                new { nome = "Luizinho", idade = 10 }}
                    };

    JavaScriptSerializer js = new JavaScriptSerializer();
    string strJson = js.Serialize(obj);
    return strJson;
}

A biblioteca System.Web.Script.Serialization é a responsável por realizar a serialização dos objetos anônimos.

Logo mais num outro post mostro como realizar chamadas assíncronas por Javascript ao JSON gerado no C# no servidor.

Até…

Introdução ao JSON – Javascript Object Notation

json160JSON é um formato para troca de dados baseado em estruturas de texto, o que lhe dá a característica de ser completamente independente de linguagem. É a mesma ideia do XML, só que mais simples e leve.

No site oficial (http://www.json.org/) o autor ainda afirma:

Para seres humanos, é fácil de ler e escrever.
Para máquinas, é fácil de interpretar e gerar.

A forma simples de representar dados no formato JSON tem difundido seu uso, e vem se tornando uma alternativa ao XML para implementações AJAX.

Em JSON podemos estruturar dados em (1) coleções de pares de nome e valor e também em (2) lista/array ordenadas de valores.

Os valores dos dados são representando em três formas: object, value e array, e ainda podem ser combinadas.

Object: é um conjunto de pares de nome/valores. A sintaxe de um object é


{ "nome da propriedade" : "valor da propriedade" }

O object começa com { e termina com }. E cada par de nome/valores é separado por ,(vírgula), sendo que os valores podem assumir diferente tipos de dados. Exemplo:


{“nome” : “Bill”, “idade” : 32, “salario”: 121232.67}

Array: é uma coleção de valores ordenados. A sintaxe de um array JSON é:


[ "valor1",  "valor2", "valor3" ]

O array começa com [ e termina com ], e cada parte  é separa por , (vírgula) e podem divergir o tipo de dados. Exemplo:


["Huguinho","Zezinho","Luizinho", 3]

Tanto a estrutura object como o array do JSON podem ser combinadas, formando diversas estruturas de dados.

Exemplo – Um array de objects:


[{ "nome" : "Huguinho", "idade" : 10 },
 { "nome" : "Zezinho", "idade" : 12 },
 { "nome" : "Luizinho", "idade" : 10 }]

Exemplo – Object contendo uma propriedade array:


{"tio" : "Pato Donald",
 "idade" : 40,
 "sobrinhos" :
        [{ "nome" : "Huguinho",     "idade" : 10 },
          { "nome" : "Zezinho", "idade" : 12 },
          { "nome" : "Luizinho", "idade" : 10 }]
}

JSON nasceu com um subconjunto da linguagem Javascript para representar objetos e atualmente qualquer linguagem de programação moderna tem suporte (via pacotes de terceiros) a esse formato de troca de informação.

Os sites jsonviewer.stack.hu e  jsonformatter.curiousconcept.com/ são bons lugares para validar a estrutura JSON

Num futuro post demonstrarei o uso do JSON com ASP.NET em chamada assíncronas.

Retornar dados no formato JSON usando ASP.NET

Olá pessoal.

Com o advento das chamadas assíncronas diretamente do cliente ao servidor via Javascript, muitas vezes é necessário retornar ao cliente dados estruturados,  que pode ser uma estrutura XML, uma simples string separada por um caractere especial, ou ainda no formato JSON.

Uma boa opção devido sua padronização e facilidade de manipulação é o formato JSON.

Serializar um objeto que é uma instância de uma classe para o formato JSON no C# é bem simples. O problema é quando queremos serializar dados que não representam um objeto de instancia de classe. Neste caso, a técnica mais comum é concatenar strings formando a estrutura desejada (já fiz muito isso), além de complicar uma futura manutenção, não é elegante.

No C# podemos criar objetos de tipo anônimos (anonymous types), definir sua estrutura e dados, e depois serializar para o formato  JSON enviando tudo  ao cliente.

Exemplo de criação de um vetor de tipo de anônimo e com dados:

var vetorAnonimo = new object[] { new { nome = "nome 1", id = 1 },
                                  new { nome = "nome 2", id = 2 }};

Com o objeto anônimo definido e carregado é possível fazer sua serialização para enviar ao cliente:

using System.Web.Script.Serialization;

JavaScriptSerializer js = new JavaScriptSerializer();
string strJson = js.Serialize(vetorAnonimo);

Pronto. É só devolver a variável strJson para a função de callback no Javascript/JQuery e manipular o retorno.

Veja como chega no cliente o vetor serializado, uma string estruturada no formato JSON. Lindo!!!

[{"nome":"nome 1","id":1},{"nome":"nome 2","id":2}]

Este post teve ajuda do @victorvhpg ninja do JQuery.